○A Inspiração
Do Son é uma memória de infância de Yves Coueslant, um dos três fundadores da Diptyque. Ele cresceu em Haiphong, no norte da Indochina, e o pai construiu uma pagoda à beira-mar na estância de Do Son, na baía de Halong. A brisa levava o cheiro inebriante e apimentado das tuberosas, a flor predileta da mãe dele. Nos mercados de Haiphong, as tuberosas eram embrulhadas com jasmim e ilangue-ilangue em folhas de cana para servir de oferenda.
○A Fragrância
Um floral branco construído em torno da tuberosa, e uma das leituras mais luminosas que a flor já recebeu. A abertura de pimenta rosa e folha de laranjeira dá um estalo verde e ligeiramente picante. No coração, a tuberosa se abre ao lado do jasmim e da flor de laranjeira, cremosa mas nunca pesada. No fundo, almíscar e madeira ambarada seguram a composição com suavidade. Persistente sem ser invasivo — exatamente a delicadeza teimosa de uma lembrança.
○O Rótulo Oval
O rótulo oval em preto e branco é o emblema da casa. A Diptyque explica que a forma vem de cartuchos faraônicos, da arquitetura barroca e de medalhões do século XVIII, e apareceu pela primeira vez em 1961 num tecido desenhado por Desmond Knox-Leet. Para cada fragrância os fundadores desenhavam um panorama ilustrado e usavam uma máscara oval para recortar o trecho que viraria o rótulo — por isso o desenho em tinta preta sobre fundo branco, sempre diferente de perfume para perfume.
○Qual Do Son É Este
Esta é a versão Eau de Parfum, de 2013, assinada por Fabrice Pellegrin — uma releitura mais densa do Eau de Toilette original, que é de 2005. Pellegrin nasceu e cresceu em Grasse, numa família de perfumistas e colhedores de jasmim, e foi eleito Perfumista do Ano pela Cosmétique Mag em 2017. Assina também Eau Duelle, Volutes e L’Eau Papier para a casa.