O perfume nasceu de uma encomenda da cristaleria Baccarat, que pediu a Francis Kurkdjian uma fragrância para os 250 anos da casa, celebrados em 2014. O nome vem do rouge à l’or: o cristal transparente da Baccarat só ganha o vermelho característico quando o pó de ouro de 24 quilates se funde ao vidro a 540 graus Celsius. Essa alquimia entre fogo, mineral e transparência virou a estrutura da composição — Kurkdjian a organizou em três auras (mineral, de fogo e de ar) em vez da pirâmide clássica. Esta versão Extrait chegou às lojas em 30 de julho de 2017, e não é o mesmo líquido mais concentrado: Kurkdjian reescreveu as três auras da fórmula original, dizendo querer intensificar o brilho de cada uma sem trair a inspiração inicial. Chamou o resultado de uma realização definitiva — mais aveludada e cremosa que o eau de parfum.
Um floral ambarado amadeirado de textura densa. A abertura de amêndoa amarga e açafrão é o que distingue imediatamente esta versão: há um lado marzipã que o eau de parfum não tem. No coração, jasmim grandiflorum do Egito e cedro da Virgínia dão corpo floral e amadeirado. No fundo, âmbar cinzento, madeiras, almíscar, ambroxan e cashmeran constroem uma base muito mais espessa. Projeção e fixação bem acima do eau de parfum.
Extrait Não É o EDP Concentrado
A diferença está na fórmula, não só na dosagem. O extrait acrescenta amêndoa amarga do Marrocos ao acorde de fogo, traz o jasmim grandiflorum do Egito como flor da aura de ar e engrossa a aura mineral com âmbar cinzento, cedro da Virgínia e cashmeran — matérias que não constam da pirâmide do eau de parfum. Na prática, o extrait é mais cremoso e amendoado; o eau de parfum permanece mais aéreo e floral-frutado.
Mantém o formato do flacon do eau de parfum, mas em vidro vermelho escuro e brilhante, que a marca descreve como um vermelho que remete ao da Baccarat e que joga com a luz. Tampa dourada e etiqueta metálica com o nome. Vendido em 35 ml, 70 ml, 200 ml e em estojo com refis de 3 x 11 ml.