A INSPIRAÇÃO
A marca convida a sair da trilha e mergulhar no coração de uma floresta primitiva: a memória sensorial de Bois d’Atchaï é a de acariciar a casca das árvores, colher frutas silvestres ácidas, sentar-se em troncos secando ao sol e passar a noite em volta de uma fogueira, tomando chá esfumaçado e ouvindo as brasas estalarem até o amanhecer. O nome vem do russo e junta datcha, a casa de campo tradicional, e chaï, chá — exatamente o par rústico e especiado que a fórmula encena.
A FRAGRÂNCIA
A groselha preta dá o verde ácido inicial, o chá preto acrescenta o taninoso e seco, e o guaiac com incenso constrói a fumaça do fundo. A canela aquece, o papiro e o cedro da Virgínia dão a estrutura amadeirada. É uma composição contida em projeção e longa em permanência, indicada para o outono e a primavera, do dia à noite, em trabalho, jantares e encontros. Para quem gosta de amadeirados com personalidade e não quer um perfume óbvio.
18% DE CONCENTRAÇÃO, E O QUE TEM DENTRO
Bois d’Atchaï é um eau de parfum de concentração declarada de 18%, acima da média do mercado, e a marca detalha a origem de suas matérias: absoluto de gema de cassis, com nuance levemente de alcaçuz; absoluto de chá preto, responsável pelo esfumaçado; óleo essencial de canela para o calor empoado; patchouli e cedro na base; e um acorde de couro apoiado em casca de bétula. Foi um dos cinco perfumes de estreia da marca, em outubro de 2018.
O FRASCO, E A PERFUMISTA
Cada frasco leva uma tampa de zamac não polido gravada com o monograma da Maison Crivelli — e cada tampa sai única, como afirmação do gosto da casa pelo imprevisto. A embalagem é feita à mão e sem plástico, em papel de alta gramatura, numa paleta de branco sobre preto contrastada por um terracota entre o vermelho e o laranja. A fórmula é de Dorothée Piot, perfumista da Robertet, formada pelo ISIPCA, que tem o chipre como família predileta e assina também o Memoir Woman da Amouage.