A INSPIRAÇÃO
A leitura da casa aqui é puramente olfativa, não geográfica: partir da rosa damascena, a rosa tradicional da perfumaria e símbolo clássico de amor e devoção, e escurecer o caráter dela até uma qualidade quase animálica. A própria Byredo descreve o resultado como uma rosa decadente e suja, potente e contemporânea. Saiu em 2008, dois anos depois da fundação da casa.
A FRAGRÂNCIA
Rose Noir é a resposta da Byredo à pergunta de como fazer uma rosa que não seja doce. A solução foi cercá-la de musgo, patchouli e ládano, criando um contraste entre a delicadeza floral e uma base escura e terrosa que puxa o perfume para o território do chipre. A toranja da abertura dá acidez, a framboesa do coração acrescenta um brilho frutado sutil, e o fundo mantém tudo firme por horas. Serve do outono à primavera, do dia à noite. Uma rosa que homens usam com naturalidade.
O PERFUMISTA
A fórmula é de Jérôme Epinette, perfumista da Robertet e autor de boa parte do catálogo Byredo. Mestre em bioquímica pela Universidade da Borgonha, passou pelo Grasse Institute of Perfumery, entrou na Robertet em Paris em 2003 e ajudou a abrir o centro criativo da empresa em Nova York em 2006, onde trabalha até hoje. Assina também perfumes para Atelier Cologne, Frapin e Olfactive Studio.
A ROSA ORIGINAL DA CASA
Rose Noir é a mais antiga das rosas da Byredo: veio em 2008 e foi seguida pela Rose of No Man’s Land em 2015 e pela Young Rose em 2021. É a versão original e mais sombria do tema na casa. Tecnicamente, é classificada como amadeirado musgoso — e é essa base terrosa, não a flor, que os resenhistas apontam como a verdadeira assinatura do perfume.