A INSPIRAÇÃO
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É uma das histórias mais contadas da casa. A Creed diz ter criado Spring Flower em meados dos anos 1980 como perfume exclusivo de uma lenda do cinema, ícone de moda e reconhecida humanitária — descrição que a marca sempre usou para Audrey Hepburn. O perfume ficou anos como encomenda privada e só foi aberto ao público em 1996, três anos depois da morte da atriz. Vale registrar que hoje a casa já não a nomeia diretamente, e há colecionadores que contestam a atribuição: é a narrativa oficial da Creed, não um fato documentado.
A FRAGRÂNCIA
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Um perfume que agrada de imediato, com um acorde frutado suculento apoiado num floral limpo. Maçã, melão e pêssego abrem generosos; jasmim e rosa dão o corpo; e o fundo de almíscar e âmbar cinzento entrega aquela qualidade de pele limpa que caracteriza os Creed. De primavera e verão, de dia, para trabalho e uso diário. A escolha segura para presentear e um dos raros perfumes que quase todo mundo elogia.
PIERRE BOURDON
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Spring Flower é assinado por Olivier Creed com Pierre Bourdon — e Bourdon é um nome grande. Nascido em Paris em 1946, é apontado como o único aluno de Edmond Roudnitska: abandonou ciências políticas depois de conhecê-lo em 1971 e se formou em cinco anos na Roure, em Grasse. Assina dois marcos da perfumaria comercial, o Kouros da Yves Saint Laurent e o Cool Water da Davidoff, além do Féminité du Bois e do Iris Poudre da Frédéric Malle.
UMA NOTA HONESTA SOBRE A FÓRMULA
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A fórmula de hoje é bem diferente da original. A pirâmide histórica registrada pela Fragrantica é o frutado de maçã, melão e pêssego sobre jasmim e rosa que listamos. A ficha oficial atual lista bergamota, toranja, notas verdes e limão na abertura, damasco, jasmim, pêssego e flores brancas no coração, e ambroxan, cedro e almíscar no fundo — um floral bem mais cítrico e menos açucarado.